Trabalhamos no enfrentamento dos desafios para promoção da saúde e prevenção da morbimortalidade; na superação da fragmentação das ações e serviços e as lacunas entre as políticas e as práticas locais; no aprimoramento da qualificação das práticas clínicas e de gestão, e do monitoramento e avaliação de políticas públicas e de redes de atenção à saúde da mulher, da criança e do adolescente.
Partimos de diretrizes e bases conceituais de planejamento e gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), de políticas nacionais como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC), as Diretrizes Nacionais para a Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e a Política Nacional de Atenção Especializada em Saúde (PNAES), e da análise e sistematização de experiências locorregionais, nacionais e internacionais. Nossa metodologia de trabalho é pautada na Política Nacional de Humanização (PNH), assumindo a indissociabilidade da clínica e da gestão.
Eixos Norteadores
Nosso processo de trabalho está estruturado a partir de três eixos norteadores. Clique nos eixos para saber mais.
Estratégias Nacionais
Com o IFF enquanto instituição executante
O IFF/Fiocruz abriga o primeiro Banco de Leite Humano (BLH) do Brasil, criado em outubro de 1943, quando ainda era o Instituto Nacional de Puericultura. Desempenha papel central como centro de referência nacional da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH) e, em 2023, celebrou 80 anos, reforçando sua importância para a saúde materna e infantil no país. Também é reconhecido internacionalmente e apoia centros em mais de 20 países.
Em 2011, a Rede Cegonha foi definida como uma das cinco Redes de Atenção à Saúde (RAS) temáticas e prioritárias do Governo Federal. Essa iniciativa visou garantir o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada durante a gravidez, parto e pós-parto às gestantes, puérperas e crianças até os dois anos, bem como um desenvolvimento saudável. O IFF/Fiocruz atuou em todo o processo de implementação, por meio do Projeto de Apoio à Implementação da Rede Cegonha.
A Estratégia Qualineo teve como principal objetivo a ampliação do acesso de recém-nascidos às boas práticas no parto e nascimento, correspondendo ao primeiro eixo da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC). Seu primeiro ciclo foi de 2017 a 2020, tendo como foco os estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Entre 2021 e 2025, ocorreu o segundo ciclo, com abrangência nacional, reforçando nosso compromisso com a saúde e o desenvolvimento de recém-nascidos, junto da Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens (CGCRIAJ/SAPS/DGCI/MS). O terceiro ciclo da Estratégia teve início em abril de 2026. Confira aqui o relatório final da Estratégia Qualineo (segundo ciclo).
Implementada em 2021, junto da Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Mulheres (CGESMU/DGCI/SAPS/MS), essa estratégia teve como objetivo qualificar a atenção à saúde das mulheres no Brasil. Desde a gestação, parto e puerpério até o planejamento familiar e climatério, a Estratégia buscou reduzir as taxas de mortalidade materna e promover o bem-estar das mulheres em todos os ciclos de vida. Confira aqui o relatório final da Estratégia.
A atualização da Rede Cegonha, culminou em 2024, na atual Rede Alyne. Essa estratégia, iniciada em 2025 junto à Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Mulheres (CGESMU/DGCI/SAPS/MS), visa contribuir com a implementação das ações de fortalecimento e qualificação da gestão para a nova Rede de Atenção à Saúde Materna e Infantil, assim como a implementação dos 10 Passos do Cuidado Obstétrico para a Redução da Mortalidade Materna. Confira a síntese da estratégia aqui.
Diante dos desafios para a implementação e qualificação do componente hospitalar na atenção à saúde materna e neonatal, essa estratégia pactuada em 2025, junto do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência (DAHU/SAES/DGCI/MS), tem como objetivo qualificar o modelo de gestão em maternidades estratégicas no SUS. Confira a síntese de estratégia aqui.
Desde 2024, em cooperação com o HU Brasil, essa estratégia tem como objetivo qualificar a assistência ao parto e ao nascimento de risco habitual, bem como reduzir a mortalidade materna e neonatal em 25 hospitais de ensino e universitários do país, que possuem serviço de obstetrícia e neonatologia, por meio do desenvolvimento de processos de educação permanente e do monitoramento das práticas de cuidado. Confira a síntese da cooperação aqui.
Diante das desigualdades na oferta de cursos de especialização em enfermagem neonatal no âmbito do SUS, essa estratégia pactuada em 2026, junto da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS), tem como objetivo qualificar enfermeiras(os) de Unidades Neonatais do SUS das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, por meio de curso de especialização gratuito e híbrido, para reduzir a morbimortalidade neonatal. Confira a síntese da estratégia aqui.
Com o objetivo de enfrentar os desafios persistentes na implementação e na qualidade do cuidado neonatal no Brasil, essa estratégia, desenvolvida a partir do edital CNPq de 2022 para a Saúde da Criança, propõe desenvolver e validar um modelo de avaliação do grau de implementação e da qualidade da rede de cuidado neonatal, incluindo leitos, transporte e seguimento do recém-nascido de risco no SUS. Confira a síntese do estudo aqui.
Com o objetivo de qualificar o cuidado especializado oferecido a crianças e adolescentes com condições crônicas complexas de saúde nas Redes de Atenção à Saúde (RAS) em todo o território nacional, essa estratégia, em articulação com o Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência (DAHU/SAES/DGCI/MS), busca fortalecer e integrar as redes já existentes. Ao potencializar a articulação entre os diferentes níveis de atenção, desde a atenção primária até a atenção domiciliar, hospitalar, ambulatorial especializada e as redes de reabilitação, amplia-se a resolutividade e a continuidade da atenção pediátrica no Brasil. Confira a síntese da estratégia aqui.
Desde 2023, a estratégia Primeiros Passos vem apoiando o fortalecimento da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) nos Estados e Distrito Federal por meio da qualificação do cuidado integral no âmbito da rede de atenção infantil do SUS. A experiência e os referenciais conceituais da iniciativa “Brasileirinhos e Brasileirinhas Saudáveis” orientam a abordagem metodológica para o desenvolvimento das atividades. Conheça a síntese da estratégia aqui.
Com participação do IFF
Lançado em 2009, o PQM foi um projeto fundamental para aprimorar a assistência obstétrica e neonatal no Brasil. Com foco na humanização do parto e nascimento e na redução da mortalidade materna e infantil, nossas ações se concentraram especialmente nas regiões da Amazônia Legal e Nordeste, contribuindo para um cuidado mais qualificado e sensível.
Implementado em 2017, no âmbito da Rede Cegonha, o APICE-ON focou no aprimoramento e inovação do cuidado e ensino em obstetrícia e neonatologia. O trabalho se concentrou especialmente em hospitais de ensino e universitários, promovendo a excelência na formação de profissionais e na assistência.
Para fortalecer a atenção à saúde das mulheres no Brasil, essa iniciativa, executada pela Fiocruz Brasília, pelo IFF/Fiocruz e pelo Ministério da Saúde (CGESMU/DGCI/SAPS/MS), tem como objetivo revisitar os 20 anos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM) e sistematizar subsídios técnicos e indicadores de monitoramento. Construídos de forma participativa, com gestores, academia, profissionais do SUS e movimentos sociais, esses subsídios organizam-se em dez eixos e orientam-se pela gestão por resultados com direitos humanos, equidade e interseccionalidade. Conheça a síntese da ação aqui.
Para fortalecer a atenção à saúde de mulheres e crianças em Angola, essa cooperação trilateral Sul-Sul, firmada entre Brasil, Angola e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), tem como objetivo fortalecer a vigilância dos óbitos maternos, infantis e fetais e qualificar profissionais e gestores, para a prevenção de mortes evitáveis, assim como aprimorar os processos de monitoramento desses óbitos. Confira a síntese da cooperação aqui.